Práticas e manejos na maternidade de leitões

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Ao final da gestação a matriz é encaminhada para a maternidade, onde se observa o momento de maior cuidado no ciclo de vida e produção suína. As instalações devem conter dois ambientes distintos, sendo estes destinados a porca e aos leitões, ambos com características específicas para o melhor manejo dos animais. Um local confortável a porca e um abrigo fechado instalado junto à cela parideira, o Escamoteador, a fim de evitar o esfriamento dos leitões recém-nascidos, constitui um macro ambiente fundamental para a maternidade.

No momento do parto, materiais, equipamentos e medicamentos, tais como, papel toalha ou panos limpos e desinfetados; barbante em solução desinfetante a base de iodo (iodo 5 a 7% ou iodo glicerinado); luvas descartáveis; frasco de iodo glicerinado para desinfecção do umbigo; seringa e agulha; medicamentos (ocitocina, antitérmico, tranquilizante e antibiótico); aparelho de desgaste ou alicate para corte de dentes; dispositivo para contenção dos leitões; tesoura para corte do umbigo; rolo de esparadrapo largo; balde plástico para receber a placenta, possíveis leitões mortos e os mumificados; balde plástico para lixo (papel toalha e outros); devem estar dispostos e preparados para o uso.

Um fator crucial é a qualidade da assistência ao parto, que quando bem executado, garante uma alta taxa de sobrevivência do leitão neonato. Especialistas aconselham seguir alguns passos:

1º Desobstruir a cavidade nasal e a boca do leitão neonato;

2º Aguardar que o cordão umbilical seja completamente solto, de forma natural;

3º Secar o leitão com papel toalha ou pó secante, impedindo que o mesmo tenha diminuição de temperatura (entre 37º a 39º C), para sua vitalidade na busca pelo colostro;

4º Cortar o cordão umbilical, entre 3cm a 5cm de sua inserção e desinfetá-lo com tintura de iodo a 5%;

5º Identificar os leitões com bastão marcador, a fim de auxiliar no próximo passo;

6º Acompanhar a mamada do colostro. A anotação da ordem do parto permitirá que a segunda metade da leitegada mame o colostro e que a primeira metade dos leitões fiquem no escamoteador;

7º Observar a eliminação das duas placentas. A eliminação de apenas uma placenta pode gerar em até um ou dois dias pós-parto a expulsão de um leitão morto que ficou preso no canal ou que a fêmea por exaustão, não conseguiu expulsá-lo, aumentando as chances da Síndrome MMA (Mamite, Mastite e Agalactia);

8º Iniciar após o parto os manejos de aprendizado dos leitões, como utilizar o escamoteador para dormir nos momentos em que não há mamadas. Iniciar já no primeiro dia o manejo 40-20. Os leitões devem ser ensinados a irem para o escamoteador e deixá-los presos por 40 minutos e soltos para mamar por 20 minutos, assim sucessivamente até o quarto dia;

9º Realizar a transferência de leitões entre o grupo de fêmeas que pariu simultaneamente logo após a obtenção do colostro, transferindo os leitões menores para as fêmeas mais dóceis e com melhor conformação de aparelho mamário, não excedendo o número de tetos funcionais disponíveis quando a fêmea está em posição de aleitamento. Essa transferência deve ser feita nas primeiras 24h, pois grande parte dos leitões selecionam seus tetos preferíveis até 12h após o parto. Assim, excedendo este tempo, os leitões terão que iniciar todo o processo de disputa novamente, o que exige muito esforço estressando-os em excesso;

10º Realizar antimicrobiano injetável de amplo espectro e controle de temperatura nas primeiras 72h nas fêmeas que foram submetidas ao toque.

1º Desobstruir a cavidade nasal e a boca do leitão neonato; 1º

Já no segundo dia, deve-se prender os leitões, lembrando ser fundamental ensiná-los, pois estes são capazes de aprender, e não colocar os animais no escamoteador, que deve estar sempre limpo para garantir o aquecimento, assim a leitegada reconhece-o como um lugar seguro e ideal para permanecer enquanto não estão mamado.

Alguns manejos, essenciais com os animais com baixo peso, deveram ser iniciados no quarto ou quinto dia de vida. Quando bem realizados os manejos, observa-se uma recuperação de peso e melhor desenvolvimento.

MANEJOS A SEREM REALIZADOS COM OS LEITÕES

– Caudectomia

– Ferro injetável

– Desgaste dos dentes (opcional)

– Castração

– Mossa

– Aplicação de antibiótico preventivo

A utilização de medicamentos não devem substituir as boas práticas de manejo que garantam sanidade aos animais, como ambientes bem monitorados e dentro dos parâmetros ideais.

Algumas doenças durante a lactação causam retardo de desenvolvimento e ganho de peso, como Colibacilose, Coccidiose e Artrites, quando também não são responsáveis por mortalidade.

Portanto, um bom programa de limpeza, programa vacinal, medicação preventiva, equipe treinada e o acompanhamento da saúde dos animais, são chaves de sucesso para a criação suína.

Fonte: Rural Pecuária

Adaptação: Portal Suínos e Aves

 

 

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Atualizado em: 22 de março de 2012