Necrose de orelha em suínos é reduzida com vacinação

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A SNO, Síndrome Necrótica de Orelha caracteriza-se por uma lesão necrótica, muito comum em suínos. Ela ocorre na ponta ou ao longo da borda inferior, às vezes, com perda de parte do tecido auricular. Aparece, geralmente, nos animais jovens em fase de criação.

Normalmente, acontece a cura espontânea, entretanto, se a lesão permanece, pode trazer algumas consequências desagradáveis ao animal, como abscessos, em linfonodos parotídeos, que comprometem a carcaça, prejudicando, assim, o crescimento e o abate. Essa doença pode causar, também, a perda parcial do pavilhão auricular.

Vários fatores são apontados como os principais causadores dessa enfermidade. As lesões de pele provenientes de brigas e a imunossupressão são considerados os mais importantes. Outras causas surgem mencionadas em estudos que apontam a infecção por Staphylococcus hycius e/ou Streptococcus beta hemolíticos, eperitrozoonose, bactérias espiroquetas, intoxicação por ergot e circovirose.

Em estudo realizado sobre esse assunto, Nelson Morés, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, citou o trabalho de Pejsak et al. (2010), realizado em uma granja ciclo completo, com 1800 matrizes e uma taxa de ocorrência da SMDS de cerca de 10% no setor de creche. Os sinais da doença iniciavam-se cerca de três semanas após o desmame e afetavam aproximadamente 15% dos leitões. Nesse rebanho foi realizado um estudo com o uso de uma vacina indicada para porcas, envolvendo 12.931 leitões, em 45 lotes, num esquema de porcas vacinadas e não vacinadas.

Nos leitões, filhos de porcas vacinadas, os sinais da necrose de orelha foram duas vezes menores, comparando-se àqueles filhos de porcas não vacinadas.

Uma boa explicação vem do colostro das mães vacinadas. A imunidade conferida pela vacina passa para a leitegada através do colostro. Segundo outras  pesquisas, o colostro de porcas imunizadas contra PCV2 contém linfócitos B e T, e células capazes de produzir interferon, uma proteína fundamental para a eficácia do sistema imune contra o vírus nos filhotes.

Esses leucócitos têm a capacidade de atravessar a barreira intestinal dos leitões, formando proteção ativa contra circovirose e auxiliando o sistema imune como um todo, o que se reflete na maneira como o animal lida também com outras doenças. Já se observou, inclusive, o efeito profilático em outras doenças multifatoriais, causadas por patógenos oportunistas, ou associadas à imunodeficiência (OPRIESSNIG, et al., 2008).

Medidas de controle são fundamentais para a profilaxia e prevenção para reduzir a prevalência da necrose de orelha em granjas: evitar a superlotação para diminuir as brigas entre os leitões, implementar um programa intensivo de limpeza e desinfecção da maternidade, creche e crescimento e adotar esquemas de vacinação, contendo-se, assim, a ocorrência de doenças que enfraqueçam o sistema imunológico dos animais.

Vacinar, principalmente contra a circovirose, é de fundamental importância, pois a vacina  mostrou eficácia ao reduzir a necrose de orelha em leitões.

Circovac é uma vacina que quando aplicada, dentro de protocolos científicos, confere uma redução em mortalidade total na ordem de no mínimo 50%.

Fontes: Merial Saúde Animal/

 Adaptação: Suínos e Aves

 

 

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Atualizado em: 16 de março de 2012