Aprovadas as exportações de carne suína de Santa Catarina para o Japão

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 Segundo pecuaristas, a aprovação das exportações de carne suína de Santa Catarina para o Japão, com a promessa de começarem os embarques dentro de 60 dias (a contar do dia 13 de junho), não é suficiente para gerar expectativas positivas. A aprovação das exportações foi anunciada, na semana passada, pelo governo federal, mas não animou pequenos produtores da região oeste do Estado.

O alto custo de produção relacionado ao preço pago pelo quilo do produto faz com que muitos pecuaristas abandonem o negócio. Segundo a Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, os produtores estão vendendo o quilo do animal a R$ 1,80, e o custo de produção era de R$ 2,65.  De 125 criadores de suínos da localidade de Colônia Cella, em Chapecó (SC), alguns já oferecem as propriedades para venda, alegando falta de opções.

Segundo o governo do Estado, depois de liberadas, as exportações devem chegar ao volume de 120 mil toneladas de carne suína por ano. A previsão é de faturamento de R$ 50 milhões por mês. Esse otimismo, no entanto, é visto com cautela pelas entidades que representam o setor. Na prática, a liberação das exportações ainda depende da avaliação de uma comissão de risco e de uma audiência pública. A expectativa é de que tudo esteja definido em até dois meses.

O presidente do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), Wolmir de Souza, afirma que se criou uma expectativa positiva na abertura do mercado de exportações, bem como de outros, mas esse não segue a mesma velocidade de crescimento da produção. No entanto, para especialistas, como o Japão é um mercado exigente, exportar para aquele país pode representar uma porta aberta para a venda da carne suína em novos mercados.

Além de ser um mercado exigente, o Japão é o maior importador de carne suína de todo o mundo e Santa Catarina esperava entrar naquele cobiçado mercado há 30 anos. No final do ano passado, Santa Catarina havia iniciado a exportação do produto para a China, outro mercado substancial e promissor, feito bastante comemorado no estado. Segundo os diretores da Aurora, cooperativa que foi a primeira a vender carne suína para a China, a suinocultura é uma atividade cíclica em Santa Catarina. Têm seus altos e baixos.

Fonte: Rural Br

Adaptação: Portal Suínos e Aves

 

 

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Atualizado em: 19 de junho de 2012