O uso de rolão de milho e restos de abatedouros na alimentação de suínos requer cuidados

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Em granjas e pequenos criatórios a ração pode conter em sua composição rolão de milho e restos de abatedouro. A recomendação dos técnicos da Embrapa Suínos e Aves são de que o milho triturado com palha e sabugo pode ser usado em até 50% nas rações de matrizes em gestação. Para essa categoria de suíno, é recomendado seu uso em virtude do efeito benéfico da presença da fibra bruta na dieta.

Para os animais em crescimento a inclusão pode ser de 5%, para terminação e lactação 10% e para animais de reposição 15%, na comparação entre milho integral e triturado com ou sem palha e sabugo.

A mistura do ingrediente na ração é a maior dificuldade no uso do milho triturado com palha e sabugo. Por causa do teor de fibra, a densidade é alterada e a mistura é dificultada especialmente em misturadores verticais. O processo de moagem também requer mais energia e o rendimento da moagem é reduzido em até 30%.

Alguns cuidados devem ser tomados pelos produtores ao tentar utilizar ossos frescos de bovinos e sobras de abatedouros de aves na alimentação dos suínos, de acordo com os pesquisadores da Embrapa, o alerta é pelo fato de que os ossos de bovinos, sobras de abatedouros de aves, assim como outros subprodutos de origem animal (restos de carne, de ossos, de sangue, de fígado), só podem ser utilizados na alimentação de suínos ou de outras espécies se passarem por um processo de esterilização e redução de partículas. Dessa forma, eliminam-se os micro-organismos patogênicos, como as salmonelas, que provocam diarreia, e outros germes causadores de doenças transmissíveis de uma espécie para outra, como tuberculose, aftosa e outras.

Os resíduos de carne, sobras de abatedouros e ossos frescos devem ser cozidos sobpressão em autoclave, à temperatura de 100 ºC por 30 minutos, no mínimo e, em seguida, prensados e moídos. Esses produtos podem ser utilizados na formulação de rações como fonte de proteína, de cálcio e de fósforo. Sua composição, porém, é extremamente variável de acordo com o material incluído.

Os ossos podem também ser queimados em fornos apropriados, resultando em uma farinha de ossos calcinada. A farinha de ossos autoclavada é produzida pelo cozimento dos ossos sobpressão em autoclave, e posterior secagem e moagem. Ambas podem ser utilizadas como fonte de cálcio e de fósforo nas formulações.

 A composição aproximada é a seguinte:

  • Farinha de ossos autoclavada: 12,8% de proteína, 11,3% de gordura, 29,8% de cálcio e 12,49% de fósforo total;
  • Farinha de ossos calcinada: 34% de cálcio e 17% de fósforo. 

 

Fonte: Nordeste Rural

Adaptação: Portal Suínos e Aves

 

 

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Atualizado em: 1 de fevereiro de 2013