Embargo a carnes dos Estados de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul é suspenso pela Rússia

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O Embaixador do Brasil em Moscou e o Secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques Pereira, receberam na sexta-feira (23) o comunicado de suspensão do embargo russo às exportações de carne bovina, suína e de aves de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, depois de quase um ano e meio. A decisão foi anunciada durante encontro com o Chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), depois que a equipe russa concluiu a análise dos documentos apresentados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o serviço sanitário brasileiro.

Para retomar as exportações os estados do Paraná, Mato Grosso e Rio Grande de Sul dependem ainda da emissão de um comunicado oficial da Rússia e da habilitação específica por estabelecimento exportador. O secretário Ênio Marques explica que os dois países também acertaram que todos os lotes de carne a serem enviados ao país deverão ser acompanhados de declaração adicional confirmando a ausência de hormônio de crescimento.

Segundo Mendes Ribeiro Filho, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a expectativa é de que os estabelecimentos localizados nesses três Estados retomem as exportações após aprovação, pela autoridade russa, dos planos de ação demonstrando o cumprimento das normas da união aduaneira. Para o ministro o mercado russo é muito importante e que para o próximo ano é esperado para o setor brasileiro de carne recordes históricos de exportação.

A exportação de suínos foi o principal mercado afetado com o embargo russo. O prejuízo para o Rio Grande do Sul, por exemplo, foi de US$ 454,3 milhões de perdas em negócios do período do início da paralisação das exportações até setembro deste ano, conforme levantamento da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE).
O setor de suínos gaúcho, janeiro a setembro, teve receita de US$ 283,32 milhões ante US$ 378,93 milhões do mesmo período de 2011.

As restrições temporárias de exportação de produtos brasileiros à Rússia foram impostas em junho de 2011, para tentar resolver o impasse foram realizadas mais de 160 supervisões em estabelecimentos brasileiros exportadores de produtos de origem animal e enviados relatórios de auditoria e planos de ação, e mais de 10 encontros com autoridades russas, segundo o Ministério da Agricultura.

Depois do Ministério da Agricultura prestar informações quanto a inconformidades encontradas, 26 frigoríficos, de agosto de 2011 a agosto de 2012, localizados em outras Unidades da Federação voltaram a exportar carnes bovina, suína e de frango para a Rússia.

As exportações brasileiras de carnes, mesmo com as restrições, mantiveram-se estáveis entre janeiro e outubro deste ano, somando US$ 12,981 bilhões, enquanto nos mesmos meses de 2011 foram R$ 12,965 bilhões. A Rússia também permanece sendo o principal destino dos produtos brasileiros. As vendas para esse país foram estáveis nos 10 primeiros meses do ano, somando US$ 1,43 bilhão. Em 2011, no mesmo período, o resultado foi de US$ 1,48 bilhão.

Para o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto, a Rússia é um parceiro estratégico para o Brasil, um dos países membro dos Brics (acrônimo de Brasil, Rússia, Índia e China). Por isso, é imprescindível que não haja ruídos nas relações internacionais.

Brasil e Rússia fizeram o acordo de se reunirem novamente em janeiro de 2013 para continuar o debate e trabalhar a equivalência de sistemas veterinários e fitossanitários e detalhar aspectos adicionais sobre sanidade animal.

Fonte: Pecuária Rural

Adaptação: Portal Suínos e Aves

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Atualizado em: 29 de novembro de 2012