Aumentam os preços para o produtor brasileiro e o preço do porco permanece insatisfatório

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Os preços sofreram a maior variação desde novembro de 2010, quando atingiu 1,43%. O índice de preços para o produtor, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 1,38 por cento em abril, após alta de 1,04 por cento em março. Essa foi maior variação desde novembro de 2010, quando atingiu 1,43 por cento.  O índice mede os preços “na porta das fábricas” e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor.

Após anunciar anteriormente alta de 1,05 por cento, o IBGE revisou o dado de março. Em abril de 2011, o índice havia registrado elevação de 0,28 por cento, e, no acumulado em 12 meses, os preços registram alta de 2,47 por cento no mês passado. Em abril, 21 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços. As maiores variações de abril em relação a março ocorreram em fumo (7,95 por cento), impressão (3,10 por cento), alimentos (2,81 por cento) e outros produtos químicos (2,78 por cento). As maiores influências sobre o indicador em abril foram alimentos (0,53 ponto percentual), outros produtos químicos (0,30 ponto), refino de petróleo e produtos de álcool (0,15 ponto) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,07 ponto).

Em relação ao mesmo mês de 2011, as maiores variações de preços ocorreram em fumo (18,17 por cento), calçados e artigos de couro (15,14 por cento), bebidas (10,76 por cento) e outros equipamentos de transporte (10,59 por cento). As principais influências na comparação de abril contra o mesmo mês do ano anterior vieram de alimentos (1,39 ponto percentual), veículos automotores (0,35 ponto), bebidas (0,28 ponto) e metalurgia (-0,26 ponto).

Para o produtor de porco a realidade é menos satisfatória. Apesar de o mercado de suínos apresentar recuperação no meio de maio, o preço ainda é 4,3% menor que o do mesmo período do ano passado. Depois de alcançar, na primeira quinzena de abril, o menor preço nominal desde 2009 (R$37,00 por arroba), o mercado começou a se recuperar e se mantém firme no mês atual, em R$44,00 por arroba. Apesar disso, o valor é 4,3% menor do que o registrado há um ano.

No mercado externo, embora a Rússia tenha retomado, em abril, o posto de maior comprador do Brasil, com 13,9 mil toneladas de carne suína exportada – o que corresponde a 29,15% do total embarcado naquele mês – a Argentina mantém as restrições. Para o país vizinho, o volume exportado no último mês foi 473 toneladas, uma queda de 85% em relação ao mesmo período de 2011.

Indicadores recentes de preços vinham mostrando que a inflação estava perdendo força e a economia brasileira vem mostrando dificuldades em apresentar sinais consistentes de crescimento, sobretudo na indústria, mesmo diante das recentes medidas do governo de estímulo fiscal e monetário, a economia brasileira acaba tirando uma parte da pressão inflacionária. O próprio governo já reconheceu que a economia brasileira não começou bem este ano. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou à Reuters que o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano vai ter expansão entre 3 e 4 por cento, abaixo da previsão inicial do governo de 4,5 por cento. Assim já se anunciam as aberturas de espaço aos estímulos financeiros para tentar melhorar a situação.

Fonte: Suíno

Adaptação: Portal Suínos e Aves

 

 

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Atualizado em: 5 de junho de 2012