Veja como deve ser as instalações ideais para suínos

Para que uma produção de suínos obtenha bons resultados, é necessário que os animais, principalmente os de raça, sejam instalados em ambiente higiênico e salubre, ao contrário do que se acredita, popularmente, ser o porco um animal que vive em lugares sujos.

É preciso que suas instalações sejam bem arejadas, evitando-se, porém, as correntes de ar. Pela própria natureza, o porco, devido à camada de gordura, sente dificuldade para transpirar, se o ambiente é desfavorável. Isso vai exigir dele, maior passagem de ar nos pulmões, que chega a 20-22 litros por minuto.

A umidade ocorre, justamente, pela deficiente aeração na pocilga, o que proporciona ao porco um grande desgaste de energia, com maior  perda de calor para o seu organismo, o que diminui o seu rendimento, além de acarretar doenças das vias respiratórias.

O vírus da influenza suína, gripe dos leitões, costuma acometê-los, por serem mais sensíveis e menos protegidos contra o frio e a umidade.

Para o controle da umidade, na pocilga, o piso deve ser executado com ligeira inclinação, em direção às valetas coletoras, permitindo fácil limpeza. O piso feito de tijolos é indicado em regiões mais frias. Já o concreto, é menos indicado, por concentrar e condensar a umidade do ar, deixando o piso, permanentemente umedecido. As tábuas, utilizadas por alguns criadores, em uso prolongado, podem absorver os dejetos dos animais, dificultando a limpeza do local, além de favorecer o aparecimento de focos de doenças, o que é bastante inconveniente.

Principalmente para as fêmeas paridas, as temperaturas elevadas, sem ventilação suficiente, também são bastante prejudiciais.

O sol constitui uma fonte transformadora de vitamina D, nos alimentos, essencial para a prevenção contra avitaminoses (raquitismo). Por isso, em locais em que entra pouca luz solar, em certas épocas do ano, é preciso adicionar suplementos de vitamina D na ração. Ao penetrar no interior das instalações, de forma direta, os raios solares vão conservá-las mais secas, evitando-se, assim, a infestação de bactérias.

Como no Brasil as condições climáticas são muito favoráveis, com poucas exceções, desde que se escolha bem o local para a construção das instalações, e sejam protegidas contra ventos frios dominantes, o problema de ventilação e insolação, praticamente não existe.

As pocilgas  devem ser abertas, a uma  determinada altura do solo. Se houver necessidade que sejam fechadas,nas regiões de clima frio, os vãos de iluminação devem ficar o mais alto possível, podendo-se, inclusive, utilizar o sistema de iluminação zenital, ou seja, através do telhado.

Os animais devem ter a liberdade de se movimentar à vontade. Por isso, as divisões devem possuir áreas suficientes para que isso ocorra, principalmente para as porcas criadeiras e os leitões.

O professor Nicolau Athanassof, em seu livro "Os Suínos", indica a tabela seguinte:

Leitões pequenos em grupo............................... 0,5 a 0,6 m²/ cabeça

Leitões maiores em grupos................................ 0,6 a 1,1 m²/ cabeça

Capados em baias isoladas................................ 1,6 a 2,2 m²/ cabeça

Capados em lotes............................................... 1,2 a 1,6 m²/ cabeça

Porcas criadeiras c/ leitões (raça pequena)........ 4,0 a 4,4 m²/ cabeça

Porcas criadeiras c/ leitões (raça grande)........... 6,0 a 7,0 m²/ cabeça

O boxe para reprodutores deve possuir no mínimo 2,00 x 3,00 m, sendo que para os de raças grandes ou pesadas, o espaço será mais amplo.

Os leitões, após a desmama, devem ser abrigados em boxes próprios de no mínimo 2,50 x 4,00 para cada lote de 10, ou seja, 1 m² / cabeça. Para raças pesadas essa área será maior.

Os comedouros devem apresentar espaço suficiente para cada animal, no mínimo 0,30 m. Em abrigos rústicos de campo, para raças pequenas, o espaço pode ser de 0,10 m.

Em criações a campo, com piquetes gramados, utilizam-se os comedouros automáticos, móveis. São feitos de madeira ou metal nos quais a ração escorre por gravidade, com capacidade de 300 a 500 Kg.

Os bebedouros, não sendo automáticos ou com água corrente, devem conter a quantidade diária de água, necessária para cada animal. Em épocas de calor, estima-se em 10 litros de água por dia, por cabeça.

 

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Fonte:  Arquitetando

Adaptação: Portal suínos e aves

   

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