Síndrome Multissistêmica de Suínos Desmamados (SMDS)

Descrita em diversas partes do mundo a Circovirose Suína é uma doença que foi reconhecida apenas recentemente. No Brasil foi diagnosticada pela primeira vez, no ano de 2000, no estado de Santa Catarina. No entanto, o material analisado era do ano de 1988.

A doença é um conjunto de síndromes causadas pelo Circovírus Porcino tipo-2 (PCV-2), pertencente à família Circoviridae, gênero Circovirus. Algumas das síndromes associadas a este vírus são: Síndrome da Nefropatia e Dematite Porcina (SNDP), Tremor Congênito Suíno (TCS) e Síndrome Definhante Multissistêmica de Suínos Desmamados (SMDS), sendo esta última, a de maior importância.

A Multissistêmica de Suínos Desmamados (SMDS) é causada por este vírus, no entanto também esta relacionada com outras doenças. Esta enfermidade é observada em leitões entre 8 a 12 semanas de vida, porém o período de transmissão acontece entre a 5º e 16º semanas de idade.

Caso as medidas necessárias não sejam tomadas o quadro clínico apresentado pela SMDS pode persistir por muito tempo. As taxas de mortalidade observadas geralmente giram em torno de 25%.

A síndrome pode causar prejuízos econômicos, além das mortes, tem o fato da queda no crescimento e piora na conversão alimentar.

Na maior parte dos casos a via de transmissão desta doença é a oronasal. As principais células onde estão presentes os antígenos virais são as células dendríticas e histiocíticas, podendo estar presentes também nos linfócitos e células epiteliais. O vírus infecta células do sistema imunitário, e multiplica-se em diversos tipos celulares.  Como o animal está com o sistema imune debilitado, este vírus pode infectar os órgãos-alvo, causando lesões e, consequente agravamento do quadro clínico.

 Emagrecimento progressivo, perda de apetite, linfadenopatia, diarréia crônica e sintomas respiratórios são os sinais clínicos apresentados pelos animais afetados pela SMDS.  Pode ocorrer também palidez, icterícia e úlcera gástrica.

O diagnóstico definitivo da enfermidade é baseado na presença de sintomas clínicos compatíveis com a doença, tanto macro quanto microscópica, e também na detecção de antígenos ou de DNA. Os exames laboratoriais que são mais utilizados são: hibridização in situ, imunohistoquímica, e a reação em Cadeia da Polimerase (PCR). O diagnóstico diferencial deve ser realizado para outros patógenos que também causam sinais clínicos similares aos da SMDS.

Atualmente não se conhece, de forma clara a existência de um tratamento único capaz de controlar a circovirose suína. Entretanto, sabe-se que boas medidas de manejo, como melhoria da higiene e a redução do estresse dos animais podem diminuir a pressão de infecção das granjas.

A prevenção para que não ocorra à entrada do PCV-2 na granja, é de extrema importância. Medidas externas, através do controle de visitantes, de veículos, do acesso de animais, quanto internas através das medidas descritas anteriormente (manejo, controle do estresse) devem ser adotadas.

Fonte: Info Escola

Autor(a): Débora Carvalho Meldau

Adaptação: Portal Suínos e Aves

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